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Em Belo Horizonte, gastronomia atrai turistas de todo o mundo

 

Engana-se quem vem a Belo Horizonte pensando que só vai encontrar botecos e comida mineira por aqui. Na capital de Minas Gerais, existem diversos restaurantes especializados em culinária internacional e também em pratos típicos de outras regiões do Brasil.
 

“Apesar de BH ser conhecida como a capital dos botecos, aqui também temos restaurantes de altíssimo nível, preparados para receber turistas do mundo inteiro”, afirma Ivo Faria, chef proprietário do Vecchio Sogno, restaurante especializado em culinária italiana.

 


 

Segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/MG) existem cerca de 18,6 mil bares e restaurantes na cidade.

“Percebemos que a gastronomia vem crescendo e impressionando belo-horizontinos e turistas. Hoje, podemos nos comparar às capitais mundiais que se destacam na culinária. Isso é sinal de desenvolvimento e de que estamos no caminho certo, atendendo cada vez mais aos gostos dos clientes”, declara Fernando Júnior, presidente da Abrasel/MG.

 O chef Matusalem Gonzaga, um dos proprietários do Restaurante Matusalem, é especialista em comida baiana. Segundo ele, há espaço para todo tipo de comida na capital mineira. “Não é porque estamos em Minas que precisamos oferecer apenas restaurantes tipicamente mineiros. A comida baiana, por exemplo, é muito procurada. A ideia é justamente diversificar e dar mais opções aos clientes”.

 

Fernando Júnior concorda. “Nem sempre podemos ir a outros países provar os mais diversos gostos e temperos. Por isso, devemos nos sentir orgulhosos desses sabores virem até nós por meio dos restaurantes temáticos da capital”, declara.

 
Globalização gastronômica

 

De acordo com a Abrasel/MG a cultura de se comer fora em Belo Horizonte e em todo o Brasil está em expansão. “O crescimento, aliado às novas técnicas, faculdades e intercâmbios de profissionais, gera menor distância entre os restaurantes de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro e até do mundo inteiro. Estamos na era da globalização gastronômica”, define Fernando.
 
Para Ivo Faria, essa globalização é positiva para a cidade, pois os restaurantes de alto padrão daqui não perdem em nada para os mais requintados de metrópoles maiores. “Eu tenho um cliente que vem, frequentemente, da capital paulista apenas para jantar em Belo Horizonte. Nossos restaurantes competem de igual para igual com os de outras capitais”, afirma.
 
Matusalem acredita que a riqueza da culinária de BH valoriza e divulga a cozinha brasileira. “Hoje em dia, a gastronomia belo-horizontina tem um circuito. Vários festivais gastronômicos são realizados aqui pela qualidade dos nossos restaurantes”, acredita.

 

Fonte: Belotur